sábado, 12 de dezembro de 2009

Top 10 causos de 2009 no mundo [e alguns no Brasil]



1 Posse de Obama. O mundo não poderia ter começado o ano de uma forma mais esperançosa, vendo um negro assumir a presidência da maior potência do mundo. Por ora, continuamos verdes, com a cor da esperança.

2 Mensalão do DEM. O Brasil não poderia ter encerrado o ano de forma mais normal, com um grande escândalo de corrupção. Típico nosso. E olha que dessa vez até reza forte para agradecer a corrupção nossa de cada dia os safados do DEM fizeram.

3 Crise financeira. Um pouco pela corrupção também, um pouco pela falta de regras, algumas gigantes do mercado quebraram, outras se recuperaram, mas tudo abalou. E levantou poeira também. O Brasil já bateu essa poeira, Europa e EUA ainda não.

4 Morte de Michael Jackson. Grande celebridade, grandes mistérios, grandes especulações. Ah, que espetáculo maravilhoso para a cobertura da imprensa neste admirável mundo novo – morte de Jacko. E, para não encerrar o mistério: será que morreu mesmo?

5 Gripe suína. Esta peste foi uma prova de que estamos muito próximos de algo como o ocorrido em Ensaio Sobre a Cegueira, livro de José Saramago. Preconceito, medidas sanitárias instantâneas – e pouco eficientes – e desespero geral das nações.

6 Eleições no Irã. A direita não se conforma em perder. Mahmoud Ahmadinejad venceu com mais de 30% de diferença e a CNN divulga para todo o mundo que teve fraude às pencas no pleito. Coube ao Brasil, em seu momento invejável de relações internacionais, receber o presidente eleito.

7 O Flamengo foi campeão. Ou o São Paulo não ganhou. Fazia tempo... Finalmente o hino do São Paulo não foi tocado ao final de um Campeonato Brasileiro. O mais legal foi que o campeão acabou sendo um time que não tinha lá grandes nomes, não se preparou desde o início para a conquista mas, levou.

8 Bastardos Inglórios. É não só a obra-prima de Quetin Tarantino mas também o acontecimento cinematográfico do ano. Ainda vai dar muito desdobramento o filme, principalmente quanto a indicações para o Oscar.

9 Sarney e a insuficiência da oposição. Nem mesmo campanha em internet – propagada por playboys que não sabem o que se passa em Brasília – derrubou o oligárquico José Sarney da presidência do Senado. A questão é: ele não deveria estar lá.

10 Zelaya e o golpe. A direita chegou a estourar champagne depois do golpe que derrubou o presidente de Honduras, Manuel Zelaya. Isso porque, desde o final da década de 70, os militares não faziam um golpe clássico desses.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Na gringa, Lula é chamado de "pai dos pobres"

Tudo aquilo que se esconde por aqui, é dito por lá. E, como diria o professor Idelber Avelar, eu não queria ser a direita brasileira neste momento. Isso porque uma matéria da revista alemã Der Spiegel - um veículo de respeito, lembra-se - escreveu sobre o "milagre econômico" brasileiro na Era Lula, chamando o presidente de "pai dos pobres". Segue o texto [em inglês] publicados no site da revista. Aqui, o link para a matéria no original.

'Father of the Poor' Has Triggered Economic Miracle

Brazil is seen as an economic success story and its people revere President Luiz Inácio Lula da Silva like a star. He is on a mission to turn the country into one of the world's five biggest economies through reforms, giant infrastructure projects and by tapping vast oil reserves. But he faces hurdles.
Elizete Piauí has been waiting patiently for hours in the shade of a mango tree. She is wearing plastic sandals and baggy shorts over her thin legs. At 40 degrees Celsius (104 degrees Fahrenheit), the air is shimmering on this unusually hot day in Barra, a small city in the Sertão, the heart of northeastern Brazil. But Piauí isn't complaining, because today is her big day, the day she meets the president, who is working to provide her hut with running water.
The rattle of a helicopter signals his arrival. The white aircraft circles once over the crowd before landing. A motorcycle escort accompanies the Brazilian president to the ceremony.
Lula gets out of the limousine wearing a white linen shirt and a green military hat. Ignoring the local dignitaries in their dark suits, Lula heads straight for the crowd behind a security barrier. "Lula, Papai! (Papa Lula!)" Elizete calls out. He pulls her to his chest and shakes the hands of others in the crowd, allowing them to touch, stroke and embrace him. Beads of sweat are running down his flushed face, and people are tugging at his shirt, but Lula soaks in the attention. He feels at home here, in one of Brazil's poorest regions.

Atualização [11/12]: Na Espanha, o jornal El País escolhe Lula como "o homem do ano". Mais uma para a lista do cara.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Até a esperança vencer o medo


Estou meio sumido deste espaço, é bem verdade. O post anterior a este - aí abaixo - já estava tão caduco quanto a entrevistada. Enfim, motivos pessoais, profissionais e de militância me impedem de voltar à ativa do Entrevistas do além, no Blog do Póvoas. Aqui, aqui, aqui e também aqui, aqui e aqui você confere as seis pingue-pongues que fiz com finadas personalidades. De qualquer forma, a série de entrevistas tem mês [ainda não um dia] definido para voltar: dezembro. Até lá, já se terá passado o Processo de Eleições Diretas [PED] do PT - um dos motivos que está me afastando um pouco deste blog.
Aí acima, uma imagem que ilustra parte da correria deste PED. Os companheiros Magnum e Marcel [Gabriel, faltou tu] comigo no debate de candidatos à presidência do PT nacional, no Rio, na semana passada. Já em Macaé-RJ, a nossa chapa, Tô Vendo Uma Esperança [622], vem com o nome à presidência de André "Au Au" Barbosa [520] - que não aparece aí na foto porque devia estar em meio a outros companheiros esbravejando, defendendo a estrela e lembrando que os petistas não podem deixar o medo vencer a esperança dentro do partido.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Entrevistas do além - 6

“EU QUIS IMITAR O JAMELÃO, QUE NÃO PUXAVA SAMBA”


Destilando verborragias, a ex-primeira-dama da República Federativa do Brasil - falecida no ano passado - conta sobre seu relacionamento com Fernando Henrique Cardoso, seu companheiro por mais de 40 anos.

Guilherme Póvoas

De cara, Dona Ruth [ou Ruth Cardoso, a que ao falecer no ano passado deixou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso viúvo também matrimonialmente] já reclama da popularização das teorias nos planos de governo propostos “mas nunca praticados” pelos “políticos contemporâneos” – que, na verdade, continuam os mesmos da época em que Ruth era primeira dama do Brasil. Segundo ela, expressões como “desenvolvimento sustentável”, “ecodesenvolvimento” e “responsabilidade social” são eufemismos empregados para mascarar algo inatingível. Porém, conforme a mulher da vida de FHC, “conspirou-se para empurrar goela abaixo estas expressões de modo que a sociedade busque alcançá-las mesmo que, em verdade, elas nunca estarão à disposição, não existem”. E, diante da cara do repórter – de quem entendeu pouco desta explicação – ela emenda, como uma boa professora da Universidade de Cambridge: “É como agarrar o vento com as mãos.” Ah, tá! Segue então os melhores trechos desta sexta edição de Entrevistas do Além, hoje com a antropóloga e mentora de projeto com ONG voltado para o desenvolvimento sustentável, o ecodesenvolvimento, a responsabilidade social...

Blog do Póvoas - Quem deixou maior legado para o Brasil, a senhora, com seus livros, suas aulas e projetos sociais ou o seu esposo, com oito anos de neoliberalismo?
Ruth Cardoso – Na verdade, o meu legado pode ser traduzido facilmente no estreitamento das relações entre teoria e prática na lida com as comunidades carentes que são alvos primordiais em políticas governamentais na busca pelo combate à exclusão social. E foi neste ínterim que eu calquei meus passos ao criar a ONG Comunitas [Nota do Editor: a ONG é esta mesmo, mas acrescente um S no meio dela para ver o que acontece], voltada para a disseminação da responsabilidade social. Pessoalmente, nunca gostei de expressões como essa, é a mesma coisa que ecodesenvolvimento ou desenvolvimento sustentável. Estas coisas nunca estarão à disposição, não existem. Mas são fatores sobre os quais as pessoas precisam se agarrar. E, quanto ao meu marido, acho que seu legado ainda não acabou.

BP – O quê? Ele vai voltar eleitoralmente?
RC – Não, não. Digo isso porque acredito em seu comando enquanto um dos expoentes do PSDB.

BP – Ufa!
RC – Como ex-presidente, por oito anos, ele é uma liderança. Além disso, com o Instituto Fernando Henrique Cardoso, criado em 2004, acredito que Fernandinho possa contribuir muito ainda para questões econômicas e sociais da América Latina e do próprio Brasil.

BP – Agora FHC não é mais presidente e a senhora nem mesmo está viva. Conte os pormenores da relação entre vocês dois – que durou mais de 50 anos. Como vocês se conheceram?
RC – Ah!... Foi na Faculdade de Filosofia da USP, no final da década de 40. Já era noite, noite fria. Saí de uma prova estressante, com um professor direitão judeu que comemorava a criação do Estado de Israel. Queria muito tomar um vinho e, a caminho da lanchonete da faculdade, escutei risadas atrás de algumas árvores. O local era ponto de encontro da juventude intelectual daquela época. Fui até lá e estava Fernando Henrique com os olhos estourando de vermelho, um baseado à mão e soltando gargalhadas. Na maior cara-de-pau, ele disse que estava fumando maconha enquanto afogava as mágoas pela morte de Ghandi. Fui lá conversar com ele, que estava junto com um conhecido meu. O resto é história.

BP – O resto é história mesmo. Israel com seu poderio militar sobre o povo palestino e a defesa da paz para sempre desfalcada de Ghandi.
RC – [risos] Seu bobo. O resto é história pois desde aquele momento vivemos uma história juntos, lado-a-lado. Desde e faculdade quando o conheci, sabia que Fernandinho viria a ser uma grande liderança política. Na faculdade, ele costumava guardar seus baseados no fundo de sua mochila, separando os livros de Antonio Gramsci e Karl Marx emprestados por Florestan Fernandes. Sempre que Fernandinho devolvia estes livros para Florestan, ele ouvia: “Pô Fernando, de novo misturou meus livros com seus baseados.” Ah... aquele Florestan.

BP – Na faculdade, Marx e Gramsci. Na Presidência da República, o Consenso de Washington.
RC – Não seja tão drástico. Fernando Henrique fez o que tinha de ser feito, o cenário lhe impôs uma economia de Estado mínimo. Você acha que Lula conseguiria colocar em prática estas políticas do atual governo federal com um Carlos Menem de vizinho e um Alberto Fujimori fungando no cangote? Não. Claro que não.

BP - A página sobre a senhora na Wikipedia já chegou a lhe apontar como a mãe do Bolsa Família [alguém sensato tirou a informação mais tarde]. Isso procede?
RC – Wikipedia? What a hell is that?

BP - Enfim, o cerne do projeto é da senhora?
RC – Sim e não [nervosismo]. Tive projetos sociais de combate à exclusão social no interior do Brasil e, como qualquer projeto deste tipo em nível governamental, trata-se do mais puro assistencialismo. Assim, assistencialismo por assistencialismo, um puxa o outro.

BP – Por que a senhora não gostava de ser chamada de primeira-dama?
RC – Preciosismo. Eu quis imitar o Jamelão, que não puxava samba.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Stand-up comedy dy verdady

Bombando em qualquer palco do eixo Rio-São Paulo [ainda bem que não se expandiu mais, por ora] a stand-up comedy [ou comédia em pé] começa a ditar a linha do humor nacional. Hoje, qualquer careca ou alguém com três fiapos de barba no queixo sai por aí gesticulando e falando algo ao melhor copião do estilo americano de fazer os outros gargalharem. Bem, já que é uma moda - e como eu prefiro ouvir o funk de James Brown à música do Mr. Catra - vamos às raízes da coisa: Lenny Bruce.
A stand-up comedy se fortaleceu junto a este hilário americano, morto - dizem que por overdose - em 1966. Lenny Bruce ganhou os palcos de bares de jazz dos EUA com suas apresentações com um microfone na mão e um turbilhão de ideias geniais na cabeça. Criticava o sistema - dos americanos e o da China - a polícia, o american way of life, os políticos, as religiões, o patriotismo... Não raro, saia do palco preso. Mas foi nessas que ganhou fama. É citado em uma penca de músicas, como a Eulogy to Lenny Bruce [de John Lennon e Yoko Ono], a The Laws Must Change [de John Mayall], a It's The End of The World as We Know It (And I Fell Fine) [do REM] e a Lenny Bruce [de Bob Dylan]. E, de quebra, o cara era amigo de Hugh Hefner e aprontava também fora dos palcos.
No vídeo a seguir, cinco minutos de uma apresentação de Lenny Bruce no pico de sua heroína carreira. Vale a pena, inclusive se você não entende nada o inglês americano da primeira metade do século 20.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Comunicação no divã



Aí o registro! No último final de semana rolou em Macaé a 1ª Conferência de Comunicação do Norte Fluminense. A foto é da mesa do primeiro dia, com o professor Marcos Dantas [UFRJ]. A carta tirada na plenária final da Confecom estará disponível no site da Atracom. Ao final do evento, teve até moção de repúdio a Gilmar Mendes. Boa!
[Foto: Ricardo Abreu/Divulgação]

Post atualizado às 22h34:

Seguem as deliberações dos grupos aprovadas pela Plenária Final da 1ª Conferência de Comunicação do Norte Fluminense
- Criação dos Conselhos Municipal, Estadual e Nacional de Comunicação com caráter deliberativo e financiado pelo poder público. Nos municípios as Secretarias de Comunicação absorveriam as políticas permanentes e os conselhos fomentariam políticas especiais financiados pelo fundo da comunicação social. Esses Conselhos teriam maior representatividade da sociedade civil organizada e profissional da área, mas também a participação do poder público. Para sua viabilização os municípios devem formar comissões com ampla participação da sociedade organizada. Caberá a esse Conselho elaborar um Plano de Políticas Municipal de Comunicação.
- Os Conselhos de Comunicação deverão acompanhar de perto e apontar regras de conduta. Acabar com concentração de verba pública apenas nos grandes veículos de comunicação. Debater, acompanhar e deliberar sobre o destino das verbas de publicidade pública; além de fiscalizar a aplicação e regulamentação dessas distribuições. Monopólio e oligopólio ameaçam diretamente os direitos universais da humanidade podendo disseminar preconceitos de acordo com seus interesses.
- Fundo público para a Comunicação Comunitária e/ou Pública.
- Articular Conselho Regional de Comunicação – CORECOM.
- Resgatar o canal de TV Comunitária, acionar a ANATEL, Ministério Público e reorganizar a associação.
- Criação de um canal de televisão e uma rádio pública, geridas pelo Conselho Municipal de Comunicação com foco na produção independente cultural regional, informativa, de utilidade pública, jornalística e de entretenimento de qualidade, com a participação das universidades de comunicação, que possam suprir os interesses da sociedade como um todo.
- Que a Subsecretaria de Comunicação de Macaé volte a ser Secretaria de Comunicação, com autonomia.
- Criar mecanismos para conter excessos da programação e publicidade voltada para o público infantil nos veículos de comunicação
- Transmissão ao vivo das sessões da Câmara - TV, Internet e rádio.
- Reformulação dos Espaços Públicos de publicidade para aumentar os espaços reservados à comunicação de interesse público
- Criação do Fórum de Comunicação autônomo formado pela sociedade civil organizada, que terá entre suas atividades um Observatório da Comunicação local e regional com as atribuições de analisar a comunicação local (pública e privada), emitir pareceres públicos regulares, fiscalizar e denunciar abusos e fomentar a educação da sociedade sobre temas ligados à comunicação.
- Regulamentação os Artigos da Constituição que tratam da Comunicação Social (220, 221, 222 e 223).
- Criação de uma nova Lei de Imprensa democrática, com mecanismos ágeis e eficazes para garantir os direitos da sociedade, em particular o Direito de Resposta.
- Regulamentação da profissão de publicitário
- Retorno da obrigatoriedade do Diploma de Jornalismo para o exercício da profissão
- Apoio à criação do Conselho Federal de Jornalistas
- Direito de Antena: cessão de espaço/tempo nas TVs comerciais para os movimentos sociais
- Participação da sociedade no processo de concessões rádio e TV;
- Rever a legislação, para garantir que as emissoras de televisão e as rádios já existentes para que abram espaço para as produções independentes.
- Rever a lei de regulamentação das rádios comunitárias já existentes, diminuindo a burocracia e viabilizando maior abrangência com o intuito de que esses veículos sejam implementados de fato.
- Garantir a ampliação da produção regional nas TVs e rádios comerciais;
- Iniciar a implantação do sistema municipal de informação em Macaé conforme Capítulo 2 do Plano Diretor;
- Criar projetos de comunicação para informar ao cidadão sobre o Trânsito em sua cidade.
- Implementar Plano de Comunicação para situações de emergência
- Implementar projetos e campanhas para reordenamento da mídia em logradouros públicos
- Implementar uma tecnologia que não exclua as rádios de baixa potência
- Garantir espaço para canais públicos e/ou comunitários no processo de digitalização.
- Que as instituições educacionais criem uma política de educação digital voltada para a qualificação dos alunos como produtores de informação multimídia e para a leitura crítica da mídia.
- Os professores das instituições educacionais devem ser qualificados para desenvolver políticas pedagógicas de trabalho com os meios digitais voltada para os alunos, ligando com as matérias de atuação de cada profissional de educação.
- Que a educação digital nas instituições educacionais e as políticas e serviços eletrônicos de governo – como inscrições on line, pagamento de impostos, matrícula escolar e bibliotecas on line – sejam feitas baseadas em softwares livres.
- As redes de ensino devem definir um calendário anual digital voltado para seus estudantes, como por exemplo incluir uma feira de novas mídias e novas tecnologias com oficinas que ampliem o modo de participação dos alunos na construção social.
- Os municípios, estado e União devem entender e colocar em prática o serviço de Internet banda larga como um serviço público, obedecendo a metas de universalização e qualidade.
- Fim da cobrança da tarifa telefônica interurbana em ligações dentro do mesmo código de área.
- Flexibilização da cobrança dos direitos autorais desde que tenham fins educativos e não lucrativos.
- Que os governos forneçam Internet banda larga sem fio para a totalidade da população dos seus municípios como também disponibilizando terminais de acesso público.
- Criação de políticas que garantam o acesso a toda a população.
- Criação de mecanismos democráticos de Controle social
- Necessidade de maior transparência na aplicação das verbas públicas de publicidade.
Viabilizar a produção regional, espaços pra produtores independentes, buscando espaços inclusive nas Tvs comunitárias.
- Gratuidade do pacote básico de TV digital para o receptor;
- Construção de outro código de ética que estimule a leitura crítica;
- Necessidade de financiamento público que garanta a comunicação para a cultura popular;
- Garantir cota de gênero e étnico/racial nos meios de comunicação;
- Implantar nas grades curriculares uma disciplina de educação para a mídia, conforme proposta do Fórum de Democratização vide tese 11 do FNDC. Reafirmamos as propostas da tese 11.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Conferência de Comunicação

Meio que para mudar as coisas começando pelo pequeno espaço de aldeia ao qual pertencemos [ou vivemos], rola neste final de semana [11 e 12 de setembro] a Conferência de Comunicação do Norte Fluminense. Jornalistas, PPs, RPs e outros aventurados nestes meios - como estudantes - vão passar um sábado inteiro, depois da festa de sexta-feira, discutindo cinco eixos temáticos que envolvem assuntos também da Conferência Nacional de Comunicação, que ocorre em dezembro na capital federal. Enfim, estou dando um alerta para o pessoal que passa por aqui, afinal também tenho uma parte [pequena] de culpa pela realização deste evento em Macaé. Mais informações - como a programação - tem aqui Atracom. A ideia é, ao invés de ir para um bar e falar mal dos Frias, Mesquitas e Marinhos da vida, incluindo aí também os pequenos patrões de jornais, partir para uma mesa-redonda onde as lamentações surtam efeitos. E mudem coisas.